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Exclusão e Abraço

Série

Exclusão e Abraço

A realidade da vida ao nosso redor nos apresenta uma realidade tensionada perturbadora. O simples fato de ser diferente de alguma forma, de ser “o outro”, passou a ser perigoso (sempre foi?) e até uma espécie de mal em si. Viver se tornou um embate entre uma série de intersecções complexas de identidade: raça, sexualidade, etnia, religião, posicionamento político. Sendo o ódio o maior gerador de engajamento, essas diversas camadas identitárias entram em colisão constante a partir de suas diferenças gritantes. Entretanto, como cristãos, deveríamos encontrar maneiras de falar que abordem o ódio do outro em busca de solução. Por isso é vital retornar a Bíblia, em específico ao à idéia de salvação como reconciliação. Mesmo nas nossas comunidades de fé, percebemos que a exclusão se tornou tão comum e corriqueira que distorce não só nossa percepção da realidade, como também nos leva a reagir com medo e raiva a todos aqueles que não são iguais a nós. As câmaras de eco ficam cada vez menores e mais restritas. Como cristãos, devemos não apenas buscar reconciliação com Deus, mas também com nosso próximo, incluindo nossos “inimigos”, dando o primeiro e perigoso passo de nos abrirmos para o amor ao próximo que excede o entendimento. Com isso em mente, o teólogo Miroslav Volf propõe a ideia do abraço como uma resposta ao problema da exclusão, dizendo que é preciso envolver nosso próximo, incluindo nossos “inimigos”, no mesmo abraço com o qual fomos abraçados por Deus. Texto base: 2 Coríntios 5:14-21. Palavras chave: Amor; amor ao próximo; amar inimigos; reconciliação

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